E nada mais oportuno do que falar-vos de "Os Monólogos da Vagina"!
Escrito em 1996 por Eve Ensler, Os Monólogos da Vagina é uma peça de sucesso mundial, com apresentações em mais de 119 países e traduzida em mais de 45 línguas.
Baseados em entrevistas realizadas pela autora a mais de 200 mulheres de todo o mundo e diversas realidades, Os Monólogos da Vagina narram histórias do quotidiano feminino, revelando intimidades, vulnerabilidades, temores e vitórias próprias deste universo.
Esta peça de teatro vai estar de 9 de Junho a 14 de Junho no Auditório dos Oceanos em Lisboa. Podem ver de terça a sábado ás 22h e ao domingo ás 17h, por 18€ ou 22€.

Para despertar o interesse vou-vos transcrever alguns excertos do texto......
(este post é um pouco longo, mas vale a pena! leiam até ao fim!) :D
"As minhas partes baixas? Já não as visito desde 1953. Não, não teve nada a ver com o Eisenhower. Não, não. Lá em baixo há uma cave. É muito húmida. Descer até lá não é nada agradável. Acredite em mim. Uma pessoa fica agoniada. É sufocante. Dá enjoos. Há um cheiro a humidade e bolor. Ui! É insuportável. Cola-se à roupa. ... Convidou-me para dar uma volta no seu carro…Não lhe posso contar isto. Não posso falar sobre o que há lá em baixo. A gente simplesmente sabe que existe. É como uma cave. Por vezes ouvem-se ruídos lá em baixo. Ouvem-se os canos e certas coisas ficam presas… coisas e animais pequenos. É húmida e por vezes é preciso tapar as fendas. ... O que escolhia para ela? Que espécie de pergunta é essa? O que escolhia? Escolhia uma enorme tabuleta:«Fechada devido a inundação.»O que diria ela? Eu já lhe disse. Não é bem a mesma coisa. Ela não é como uma pessoa que fala. Calou-se há muito tempo. É um lugar. Um lugar onde ninguém vai. Está fechada, nos subterrâneos. Fica lá em baixo. Está satisfeita? Já falei consigo… arrancou-me as palavras. Fez uma velhota falar sobre as suas partes baixas. ..."
"A minha vagina era um campo verde com flores rosadas e claras, onde as vacas mugiam e o sol repousava, e que um meigo namorado tocava suavemente com uma pequena palha dourada. ... A minha vagina era tagarela, impaciente, tinha tanto para dizer, muitas coisas para contar, não desistia e não se calava. Ó sim, ó sim. Desde que sonho que nela existe um animal morto cosido com linha de pesca negra e grossa. E o terrível cheiro deste animal morto não desaparece. A sua garganta foi cortada, sangra e suja os meus vestidos finos de Verão. ... A minha vagina. Uma aldeia cheia de vida e húmida à beira do rio. A minha vagina era a minha aldeia. ... Eles invadiram-na. Chacinaram e incendiaram-na. Agora já não lhe toco. Não a visito. Já lá não vivo. Não sei onde fica. "
Adorava ir ver esta peça de teatro! :D
beijinhos e mts LoUcUrAs
4 comentários:
LOOOOL
E não vais ver??
Post 69! Só tu... venham mais mil ;)
bjcaaaaaaaaaaaa
muito legal isso!! pena que aqui em araxa não chega peças tão boas qnto essa.
bjosss...
Sendo o poste 69, não seria mais apropriado falar de diálogos da vagina? ;)
Beijocas!
Vi o anterior e foi muito bom
Enviar um comentário
Comenta o meu disparate dizendo outro disparate!! :)